sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

AMNION...Experiências...




“Amnion é uma membrana que constitui a bolsa amniótica a qual envolve e protege o embrião.(…)Tem a função de produção do líquido amniótico que protege o embrião contra choques mecânicos e dissecação, mantém a temperatura do corpo e permite a movimentação do embrião”.

wikipedia


Amnion é a representação de um mundo intra-uterino interrompido por forças exteriores.

Os registos vídeo transmitem um ambiente aquático, quente… uterino. Estes irão ser posteriormente projectados sobre um corpo nu e vulnerável num ambiente soturno apenas com uma fonte de luz: o projector. Estas imagens exteriores são como projecções do que já esteve naquele corpo, como se fosse um eco.
Sobre esse corpo nu cairão grandes porções de um material gelatinoso, incolor, de forma a não afectar a projecção nem a cor natural da pele. O material que pingará funcionará como uma metáfora para a água, a origem da vida, o líquido amniótico… em oposição ao seu movimento: a escorrer, que está associado à ideia de perda, violência, quebra por factores exteriores. O líquido domina o corpo, como se essa perda de vida tomasse conta desse mesmo corpo.
O corpo fará movimentos lentos e perturbantes como se tivesse sido tomado por algo que o transcende de uma forma avassaladora…
O som terá um grande peso nesta instalação performativa, serão reproduzidos sons fetais, batimentos cardíacos e de movimentos intra-uterinos. Esses sons funcionarão como reforço à estranheza e ao ambiente perturbante.
O objectivo deste trabalho é criar um ambiente envolvente, mas ao mesmo tempo inquietante e que faça o espectador colocar questões a ele próprio sobre a sua condição enquanto ser humano e da fragilidade da vida.
Neste momento de pesquisa e experimentações estou a fazer registos vídeo e fotográficos. Para além disso, resolvi fazer um pequeno exercício de escrita automática que se encontra num dos posts anteriores.


sábado, 21 de Novembro de 2009

Walking in her shoes...




Comecei nas experimentações para a minha maquete: Walking in her shoes...

Para a cadeira de Arte Contemporânea foi-nos proposto um trabalho sobre um artista contemporâneo, a minha escolha recaíu sobre Helena Almeida.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Experimentações escritas...


Estou neste momento a experimentar a escrita automática...com o objetivo de evitar os meus pensamentos conscientes em relação ao que procuro neste trabalho.
Abaixo apresento o primeiro excerto desta experiência.



A dor… intensa…perfurante e húmida…como se o interior tivesse sido apanhado num enorme aspirador e aspirava e aspirava freneticamente, vários ângulos, várias posições tomadas…todo o interior deixou de ser interior e passou a ser exterior, surreal…abstracto…mas realista, hiper-realista na realidade!
Um remoinho gigante arrancava toda a réstia de vida que lá existia…secou…mas choveu naquela noite. Os rios não conseguiram suster a força da matéria líquida e… transbordou…os lençóis ficaram manchados, escarlate, era a cor que o pintava… como uma enorme aguarela sobre uma tela branca mas não era uma aguarela…era uma pintura a óleo… racional…os torrões da tinta seca permaneceram sobre o fundo branco tingido quase uma semana… choveu de seguida nesses dias. As colheitas serão melhores nos próximos anos?
Por fim secou…deixou ressequida a vida que lá existiu…e quem a transportava…
O tempo voltará a mudar, a chuva não pintará um cenário escarlate com gomos mas sim uma bela paisagem de primavera, um campo coberto de girassóis como os que o Zé Rosa semeava no seu campo… lindo era aquele campo.
Imagino… penso subconscientemente… se seria rapaz, sinto que sim. O sentimento apodera-se e não pensas noutra coisa nas próximas horas. Entretanto desenhas. Ou pintas. Ou fotografas umas quaisquer ninfas do teu jardim, lindas e que bem que cantam.
Ou então deitas-te na cama e dormes…dormir é bom… por vezes. As viagens astrais podem fazer dor de barriga mesmo no vale dos lençóis. Branco, quente…desconfortável, mas útil…
Depois, cansada, durmo nos braços do amor… às vezes.

O quarto do telefone.

o ar estava carregado de sobrenatural biz...

ainda tocará o telefone?

schhhhhhhhhhhh... não desaparece.



Nascer. Vir ai mundo. Abrir os olhos… choque com o exterior. Temperatura baixa, frio, desconforto, choro. Tristeza, perda do meio aquático, suspensão, saco, líquido amniótico. Amnion.
Não nascer. Não vir ao mundo?...não abrir os olhos? Não chocar com o exterior? temperatura alta = febre, estado febril? calor? conforto? rir? queda? violência? rejeição? escolha? vazio? morte. Amnion.




sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

"O" Projecto Final...


Encontro-me em fase de pesquisa para o meu projecto final : Amnion.
Este projecto terá uma vertente mais performativa, trabalharei com texturas orgânicas, com vídeo, fotografia e som...



Vou regularmente colocar aqui registos fotográficos,video e textos cosoante o andamento da exploração.